terça-feira, 30 de abril de 2013

Diálogos interprofissionais para uma intervenção de qualidade nas escolas TEIP

Ontem, realizou-se na Escola Secundária/3 Garcia da Orta, no Porto, um encontro de técnicos que fazem o acompanhamento aos agrupamentos de escola TEIP, sob o tema “Diálogos interprofissionais para uma intervenção de qualidade nas escolas TEIP”.

Dinamizaram a ação Ariana Cosme da FPCEUP, José Luis Gonçalves, Presidente da ESE Paula Frassinetti , Pedro Calado, Programa Escolhas e Andreia Ferreira, representante da EPIS.
As comunicações centraram-se no papel dos técnicos como interlocutores privilegiados que estabelecem pontes de comunicação e diálogo entre a família, professores e alunos.
Ficou patente que não há soluções prontas e milagrosas, mas antes tentativas na procura de melhores respostas. Que é um equívoco pensar que com a mesma estratégia se vão obter resultados diferentes. Que é essencial interpretar os acontecimentos não exatamente o que acontece, mas alguma coisa no que acontece –  José Luís Gonçalves.
Não se pode continuar a ensinar e a avaliar os alunos como se estes fossem um só. Os técnicos devem procurar aproximar a sua função à ação de “andaimar” os percursos de aprendizagem dos alunos –  Ariana Cosme.
Pedro Calado do programa Escolhas e Andreia Ferreira da EPIS partilharam connosco algumas das dinâmicas e projetos que têm implementado nas escolas. Foi também pertinente os testemunhos de alguns técnicos que apresentaram dinâmicas e preocupações vivenciadas no terreno. 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

A aprendizagem é favorecida se se encontrar um sentido que a justifique!

Carlinda, Leite, Professora da PFCEUP, que faz o acompanhamento a algumas escolas TEIP, numa entrevista realizada em 2009 à revista Noesis, descreve o seguinte acontecimento que diz respeito a
 “… famílias que tinham apenas a leitura e a escrita rudimentar como meta e não viam na aprendizagem qualquer vantagem, as suas crianças aprenderam a ler escrevendo cartas aos familiares que estavam presos. Lembro-me de uma criança que, na primeira carta que escreveu, teve de aprender que a escrita representava uma abstração. Nessa primeira fase a criança ditou a carta e a professora escreveu. Depois, e para que a criança acompanhasse este processo, ela foi envolvida em tudo o que era exigido para que a carta chegasse ao destino e recebesse uma resposta do remetente do envelope. Ou seja, a criança teve de endereçar a carta, pôr o selo e levá-la ao correio. A segunda carta, embora manuscrita pela professora, foi já copiada pela criança, e lembro-me que na terceira a criança escreveu: “Mãe, desta vez sou eu que estou a escrever.” É vulgar as crianças aprenderem primeiro a ler do que a escrever, mas o facto de estarem a escrever com sentido fez que aquela criança aprendesse rapidamente. Daqui tira-se uma ilação: é que a aprendizagem é favorecida se se encontrar um sentido que a justifique."

Leite, C. (2009). “Caminhos para o sucesso” in Noesis, revista do Ministério da Educação (DGIDIC, nº 78, pp.36-41

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Dicas para pais X


O Stresse Associado à Escola

Era uma vez um rei que viu os seus campos serem saqueados por um terrível exército. Percebeu então que tinha de proteger o castelo, o único refúgio do seu povo. Toda a população estava aterrada mediante a perigosa ameaça.
Na manhã em que se previa o ataque, o rei mandou abrir todas as portas e janelas da fortaleza. Segundo a lenda, os soldados invasores ficaram assustados com a calma daquele reino e, receosos, bateram em
retirada.

(Adaptação de um conto de tradição chinesa)
O stresse resulta da alteração do nosso equilíbrio e da nossa capacidade de adaptação provocada por uma determinada situação ou acontecimento. É uma emoção negativa que poderá afetar também as crianças e os jovens, já que estes têm de passar por diversas fases de desenvolvimento, que podem, por vezes, constituir verdadeiros desafios.

A escola tem-se tornado, ao longo dos anos, cada vez mais competitiva, sobrecarregando a criança ou o jovem com a pressão dos resultados, com responsabilidades e preocupações.

Daí que, frequentemente, surjam nestas idades sentimentos de fracasso e de ansiedade, que podem perturbar o equilíbrio emocional das crianças ou dos jovens.

Entrada numa escola nova

Quer a entrada para a escola, quer a mudança de um estabelecimento de ensino para outro podem-se tornar situações de stresse para a criança ou jovem, que tem de se adaptar a um novo grupo e desenvolver novas relações sociais. Nestas situações, eles
podem revelar um afastamento social pouco habitual, desânimo, perda de motivação e de capacidade de concentração, mudança de humor e queixas físicas, como dores de cabeça ou de estômago, falta de apetite, etc.

Conselhos para os pais e a família ajudarem neste processo:

Permita que o seu filho se familiarize com a escola nova, visitando-a durante o verão.
Crie expectativas positivas em relação ao novo local de aprendizagem.
Faça um acompanhamento gradual do processo de mudança, estando inicialmente mais presente e dando, progressivamente, tempo para que o seu filho se adapte ao novo contexto.
Preste atenção, sobretudo nos primeiros tempos, ao aparecimento de conflitos.

Stresse associado ao insucesso escolar

Muitas vezes, a ansiedade das crianças e dos jovens diz diretamente respeito ao seu rendimento escolar.
O modo como se enfrentam estas questões é fundamental para o seu desenvolvimento pessoal. Lida melhor com as dificuldades quem atribui a si próprio as causas do insucesso ou sucesso e sente que está em seu poder controlar esses fatores. Por exemplo, se um
estudante considerar que o seu mau resultado num exame se deveu à falta de estudo, está em perfeitas condições para alterar a situação, dedicando- se mais ao trabalho, na próxima situação de avaliação.
Já o mesmo não se passa com quem se culpa por determinado fracasso, mas explica o seu insucesso através de causas que não consegue controlar.
É o caso dos alunos que afirmam que não são capazes porque não são suficientemente inteligentes para resolver determinada questão. Nestas situações, a criança ou o jovem
podem desenvolver uma auto-imagem negativa, o que vai influenciar o modo como encarará a vida e o futuro.
Estas situações são mais graves nos alunos que estão muito dependentes da opinião que os outros fazem de si e que têm como principal motivação escolar ter sucesso para não ficarem mal diante dos seus colegas e família.
Em algumas situações, o aluno pode mesmo pensar que nada do que possa fazer é suficiente para inverter o insucesso, chegando a viver momentos de extrema ansiedade e mesmo de depressão.

Há ainda estudantes que atribuem os resultados a fatores externos, como a sorte ou o azar. Apesar de esta situação não ser tão perigosa como a anterior, uma vez que o aluno não põe em causa a sua própria eficácia, não promove a possibilidade de auto-superação, nem aumenta a motivação e o grau de confiança do jovem.

Conselhos e estratégias ao alcance dos pais e educadores
Ajude o seu filho ou educando a atribuir o sucesso ou o insucesso a causas internas e controláveis. Esforçaste-te e o teste correu-te bem, OU Só não conseguiste tirar uma nota positiva, porque não dedicaste tempo suficiente ao estudo da matéria. Para a próxima conseguirás passar, se te empenhares.

Evite comentários negativos, que levem a criança ou o jovem a achar que não consegue mudar o rumo dos acontecimentos. Não adianta. Tu não consegues mesmo escrever um texto sozinho.

Permita que o seu filho perceba que errar é natural, de modo a evitar um perfeccionismo exagerado, que poderá dar origem a um sentimento forte de frustração face ao insucesso.

Adeqúe a dificuldade da tarefa e o grau de exigência às capacidades da criança ou do jovem.


José Matias Alves
Faculdade de Educação e Psicologia da UCP

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Dicas para pais IX

Indisciplina

Trata um homem como é e continuará a ser o que é. Trata um homem como pode e deve ser e converter-se-á no que pode e deve ser.
Goethe
Um dos maiores problemas a afetar a vida familiar e a escolar é o da indisciplina.
Na escola ou em casa surgem problemas a que o educador tem de responder com firmeza e justiça. Alguns conselhos poderão ajudá-lo nessa difícil tarefa.

A questão da indisciplina é extremamente complexa e move inúmeros fatores. Pretende-se aqui, somente, apresentar algumas sugestões, em jeito de conselho, que poderão ajudar na resolução de eventuais situações-problema.

AS NORMAS EFECTIVAS CONTRIBUEM PARA QUE A CRIANÇA SE SINTA SEGURA E CONFIANTE

É importante construir, juntamente com criança, um conjunto de regras que possam nortear o seu comportamento. Como é natural, a definição de normas deve adequar-se a cada contexto específico e ser discutida com a criança.

Deverá ficar bem claro, contudo, que alguns aspetos são negociáveis e que outros não o são, explicando-se as devidas razões.

Como estabelecer um quadro de regras?

 O educador e a(s) criança(s) constroem uma lista com a definição de comportamentos adequados ou desadequados em relação ao contexto previsto – comportamento em casa, visita a familiares, etc.

Selecionam os que, pela sua importância, obrigam à formulação de regra, sendo de clarificar os casos em que esta tem de ser imposta.

Formulam as normas com clareza, para serem bem entendidas pelos mais novos, e de modo positivo, chamando a atenção do jovem para o comportamento adequado.

Ex.: Devo respeitar a minha vez de falar, em vez de Não devo interromper os outros.

Escrevem uma lista com as consequências relativas ao incumprimento das normas
definidas.

Conselhos para a sua aplicação

i)                    Evitar um número exagerado de regras. As normas não devem ser em demasia, caso contrário, o aluno não as vai interiorizar e respeitar.
ii)                  Explicar bem o que é pretendido. Muitas vezes a criança falha porque não ouve, não percebe ou não fixa a ordem que lhe foi dada. Assim, antes de exigir a execução de uma tarefa, deverá discriminar o que é esperado do seu filho, indicar o tempo disponível para o efeito e averiguar se este percebeu o que era pedido.
iii)                Ser coerente e razoável na aplicação do castigo. Para que uma criança aprenda, é necessário que uma conduta tenha sempre o mesmo tipo de consequência.

O REFORÇO DAS CONDUTAS POSITIVAS

O reforço visa aumentar a frequência dos comportamentos adequados, recompensando a criança por algo que fez bem. Pode ser um elogio, um sinal de afeto e carinho, ou mesmo um pequeno prémio.

Deve seguir-se imediatamente ao comportamento pretendido. Se não for assim, perderá o seu efeito e será mais facilmente esquecido. Depois de estar interiorizado o comportamento desejado, o reforço deverá ser intermitente.

O CASTIGO

O castigo deverá decorrer do incumprimento das regras previamente definidas. Se o seu filho não compreender o que era esperado dele, o ato de castigar vai ser gratuito e prejudicial ao desenvolvimento.

Castigar pode consistir em repreender o jovem ou privá-lo de algo de que ele gosta.

Alguns aspetos não poderão ser contudo esquecidos, na altura em que é necessário mostrar-lhe que o incumprimento de determinadas regras tem consequências negativas.

i)                    Deve surgir imediatamente após o ato cometido. Caso contrário, ele não conseguirá relacionar a falta com a consequência do seu ato.
ii)                  Deve ser proporcional ao erro. Os pais terão de reagir calmamente e não em função dos seus humores.
iii)                Deve ser consistente. Não faz sentido que a mesma infração resulte em castigos diferentes, porque, assim, o seu filho não conseguirá interiorizar um padrão de comportamento.


 José Matias Alves
(Professor da UCP)

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Música e escola - testemunhos

Ontem, na Escola Superior de Educação de Coimbra, assistimos à atuação do Grupo de Câmara da Orquestra de Vialonga - Agrupamento de Escolas de Vialonga.



No final do concerto, tivemos a oportunidade de conversar com a Ândria Bandjai e a Tatiana Marques, ambas com catorze anos de idade, as quais se encontram a frequentar o 9.º ano. Facilmente, a conversa fluiu para a música e o impacto que esta teve e tem nas suas vidas. A Ândria muito determinada disse “Sempre gostei de música. Quando surgiu esta oportunidade no 1.º ciclo, abracei-a e optei pelo violino, instrumento que sempre gostei. Felizmente, foi o primeiro instrumento a ser trabalho no projeto.” Neste seguimento, a Tatiana adiu que “assim que me convidaram para experimentar, gostei imediatamente! A música teve sempre um canto na minha vida… e escolhi a viola.” Para estas alunas, o projeto da orquestra da Escola da Vialonga revela-se como uma experiência muito enriquecedora. Segundo a Ândria, “Aprendi com o projeto a ser mais cooperante, porque é um trabalho coletivo. Assimilei as críticas e tentei fazer melhor”. Já a Tatiana salientou que “cresci em termos de mentalidade. No início, era difícil, mas comecei a mudar a minha postura. A orquestra deu-me experiências fantásticas! Por vezes, sou de tal forma exigente comigo e com o desempenho dos outros que… a minha cooperação fica…comprometida. Sem dúvida, a orquestra tornou-me mais exigente …” Interpeladas sobre esta experiência, acrescentaram, em jeito de sugestão, que “aconselhamos os nossos colegas a entrarem nestes projetos. Com eles, crescemos, aprendemos, conhecemos realidades distintas…. A música deu-nos tudo isso! Este projeto fez-nos crescer!”. Por fim, fizeram um apelo ao MEC para “ investir muito, muito, muito no projeto”.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Avaliação e monitorização de escolas: bons diagnósticos, respostas adequadas, melhores resultados.


Realizamos mais uma sessão webinar, desta vez dedicada ao tema Avaliação e monitorização de escolas: bons diagnósticos, respostas adequadas, melhores resultados.

Foram nossos convidados os diretores dos Agrupamentos de escolas de Cristelo, Dr Mário João, e o Agrupamento da Ordem de Sant’iago, Dr Pedro Florêncio.

A pertinência deste tema deve-se ao facto de considerarmos que “ o sucesso educativo de qualquer aluno, de qualquer escola, inscreve-se num processo contínuo de monitorização e de estruturação regulada com as aprendizagens decididas nos programas. Uma lógica que exige uma prática interativa ajustada, pedagogicamente significativa e uma cultura escolar dialética e comprometida. A ideia é implicar todos e cada um e assim melhorar o projeto educativo que sustenta a missão de cada escola” (Revista de investigação Educacional)

terça-feira, 9 de abril de 2013

Projeto "Para um melhor 2014"


Fundação Luís Figo - Programa TEIP/Ministério da Educação
"... para alguns de vós a universidade vai ser financeiramente possível com o apoio da Fundação Luis Figo..." – Luís Figo

Este projeto, no âmbito do desporto escolar promove atividades que visam a integração social, a diminuição do abandono e o incremento do sucesso escolar. Tem ainda o objetivo de sensibilizar os alunos para o prosseguimento de estudos.
Frisamos que estas iniciativas promovem a integração, a motivação e o envolvimento de todos os alunos nas atividades da escola. Uma escola e Todos e para Todos , verdadeiramente inclusiva que se reinventa na procura de soluções e de projetos e de caminhos promotores da integração e do sucesso dos seus alunos.









Dia Internacional do Povo Cigano - Escola de Avis


Em 1971, o Comité Cigano Internacional, reunido em Londres, nono I Congresso Cigano Mundial, instituiu o 8 de abril como Dia Internacional do Povo Cigano, assim como a bandeira, símbolo internacional de todos os ciganos, 
A 8 de abril de 2013, os alunos de etnia cigana do projeto PEF, assinalaram a data, animando os intervalos com a alegria das suas músicas e a divulgação dos signos ciganos, junto de toda a comunidade escolar.
O pequeno registo que se segue, dá-nos uma pequena ideia deste dia diferente.

Realizado pelo professor José Luís que coordena a equipa técnico pedagógica que trabalha com este grupo. 
video

Dicas para pais VIII - A Educação e o Insucesso Escolar (II)








O insucesso ou sucesso na escola marcam o desenvolvimento da criança.
Podem, de facto, afetar de um modo muito acentuado o seu autoconceito
e a sua auto-estima, baixando ou elevando as suas expectativas de realização pessoal e social.





Conselhos para contribuir para a criação de um clima de aprendizagem positivo

Algumas atitudes dos pais poderão contribuir para a criação de um ambiente mais favorável ao crescimento e à aprendizagem.

Dê uma imagem de firmeza e segurança
É importante para a criança reconhecer nos seus pais firmeza e estabilidade, que possa identificar como modelos a seguir. Num ambiente de exigência, os jovens vivem mais
seguros e felizes.

Aja com atenção e carinho
É também fundamental para o jovem saber que é amado e respeitado, e que pode conversar com a família ou com os pais sem medo de repreensões.
O olhar atento dos educadores  para as companhias da criança, para os seus progressos e problemas pode evitar situações problemáticas no futuro.

Ajude o seu filho a aumentar a sua auto-estima
Mostre que acredita nele, que tem confiança nas suas capacidades e
que o apoia.

Ensine-lhe que o erro é um dos caminhos mais comuns para a aprendizagem,
que deve ser encarado com naturalidade.

Incentive-o a refletir sobre os seus atos, ajudando-o a tornar-se progressivamente
mais autónomo.

Mostre compreensão em relação à vida escolar
É importante encarar a aprendizagem enquanto processo e não como produto. Para que o estudo seja um trabalho educativo, deve ser interiorizado pela criança, passando pela
sua descoberta e apreensão. Assim, é importante motivar, incentivar, apoiar o seu filho para que aprenda a aprender.

Desdramatize o peso das notas

É conveniente não fazer muita pressão em relação às notas. Mais importante do que o resultado é o esforço empreendido. A exigência dos educadores deverá ser coerente
com as capacidades reais do educando.

Não se devendo pactuar com a preguiça e o desleixo, é vital incentivar a criança a superar-se a si própria e a ser cada vez mais competente nas diversas áreas do saber.
Incentive a construção de um padrão de regras familiar.

A existência de normas explícitas sobre os diversos aspetos da vida familiar, como o horário das refeições, o tempo diário permitido de televisão, ou o uso da Internet, ajudará
a criança a viver numa estrutura consistente e encorajadora.

Seja um exemplo para a criança
Os pais nunca deverão esquecer que são modelos que a criança e o jovem tendem a imitar. Deverão, assim, pensar na consistência das suas ações e, se errarem, admitir o erro e extrair daí uma lição.

Se o jovem crescer num ambiente positivo de partilha e escuta tem mais possibilidades de se sentir seguro e feliz.

Na verdade, a melhor maneira de educar uma criança é estar atento às suas necessidades, e disponível para ouvi-la e ajudá-la, respeitando a sua individualidade.

José Matias Alves

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Não podemos deixar de ensinar para que eles possam aprender

Ontem, no Agrupamento de Escolas Óscar Lopes, em Matosinhos, realizou-se uma sessão de trabalho com a presença de vários professores do agrupamento e do Professor José Luís Gonçalves, presidente da Escola Superior de Educação Paula Frassinetti.
A missão da escola e do professor é ensinar, mas, por vezes, a realidade que encontramos nas nossas salas de aula não é aquela que esperávamos…precisamos mudar o nosso olhar, as nossas crenças, "abrir o nosso quadrado", no meio da floresta precisamos de “saber ver” a árvore, assim como, no meio da turma precisamos ver o aluno.
O Professor frisou dois princípios basilares da educação: a educabilidade e a perfectibilidade. Neste sentido, toda a pessoa pode ser educada, podendo superar-se, desde que queira e, desta forma, está aberto o caminho para a construção do conhecimento.
“Não podemos deixar de ensinar para que eles possam aprender” – José  Luís Gonçalves

ONG da República Checa visita escola TEIP

Uma ONG da República Checa está a coordenar uma parceria europeia com o objetivo de construir respostas, na área da mediação sociocultural, estando, particularmente, interessada na integração de mediadores, na área da educação e do emprego.




















Sendo Portugal um modelo para as políticas de integração e a educação uma das áreas de referência, considerou o ACIDI - que integra esta parceria europeia - as escolas do Programa TEIP um exemplo de sucesso na relação com a comunidade e integração de jovens, tendo solicitado à DGE a indicação de uma escola a ser visitada pelo grupo representante desta ONG.
Esta delegação foi recebida no Agrupamento Mães d’Água (Amadora), referenciado como um bom exemplo, para conhecer o trabalho desenvolvido com as parcerias e comunidade local e, em particular, o papel do mediador neste processo.
No final da visita, o grupo deu os parabéns ao diretor do agrupamento e ao Ministério da Educação e Ciência e desejou que a República Checa seguisse os passos empenhados destas escolas portuguesas.















quinta-feira, 4 de abril de 2013

Sessão de trabalho TEIP

No dia 3 de Abril, no Agrupamento de Escolas São Pedro da Cova, realizou-se uma sessão de trabalho, em que estiveram presentes a direção, os professores do 1º ciclo do 4º ano, os professores de língua portuguesa e de matemática, a consultora externa juntamente com a equipa TEIP.
No decorrer da mesma, foram debatidas dinâmicas de trabalho colaborativo, bem como o papel da escuta no ensino e na aprendizagem.



Aqui fica o texto da diretora do Agrupamento, Aida Machado, assinalando o registo do dia de ontem.
 “Demonstrou-se a disponibilidade para a mudança, o empenho e o agarrar dos desafios diários. Desenvolveremos sempre o nosso trabalho em constante movimento na busca do impossível, tornando-o tangível e alcançável. Impossível é termo que não assumimos. O mundo é um pulsar de oportunidades ao alcance das vontades e convicções de todos e de cada um. O trabalho desenvolvido neste encontro de trabalho foi demonstrativo de que, o melhor agrupamento de escolas do país, nasceu e cresceu fruto da envolvência de todos. Bem hajam!"



quarta-feira, 3 de abril de 2013

Cursos Vocacionais


No âmbito da oferta formativa no ensino básico estabelecida pelo Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho, os cursos vocacionais constituem-se como uma modalidade de ensino orientada para a formação inicial dos alunos.
Estes cursos privilegiam tanto a aquisição de conhecimentos em disciplinas estruturantes, como o português, a matemática e o inglês, como o primeiro contacto com diferentes atividades vocacionais, permitindo paralelamente o prosseguimento de estudos no ensino secundário.

terça-feira, 2 de abril de 2013

1º Encontro de Teatro de Fantoches do Concelho de Olhão

O Departamento do 1º ciclo do Agrupamento de Escolas João da Rosa promoveu, no dia 14 de março, no Auditório Municipal de Olhão, o 1º Encontro de Teatro de Fantoches do Concelho de Olhão. Contou com a participação de nove turmas de escolas de Olhão e Faro, envolvendo cerca de 200 alunos, e com o apoio do Município de Olhão e da empresa BP Gás.
Para a abertura deste evento, tivemos a honra de contar com a presença do Diretor do Agrupamento, Prof. Luis Felício, do Prof. José Louro (eminente figura do teatro no Algarve) e do Vice Presidente do Município de Olhão, Dr. António Pina.
Esta iniciativa insere-se no desenvolvimento O Projeto “A(mar) os Livros” e  pretende a promoção de uma educação artística e literária nas escolas, visando o enriquecimento cultural e académico dos alunos, tendo sempre por base o fantoche, como brinquedo e elemento teatral. 

O Agrupamento João da Rosa procura, com este tipo de iniciativas, mobilizar os alunos para a criação artística, literária e cultural, a despontar nesta faixa etária, bem como desenvolver o espírito de amizade, partilha, cooperação e tolerância.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Dicas para pais VII




A Educação e o Insucesso Escolar

O homem não é a soma do que tem, mas a totalidade do que ainda
não tem, do que poderia ter.

Jean-Paul Sartre


A vida atual exige-nos um grande esforço de atualização de conhecimentos.
Múltiplas são as ocasiões para a formação de profissionais, mas o tempo
escasseia para refletir sobre um papel infinitamente mais complexo por parte
dos pais: o de criar as condições para ajudar uma criança a crescer confiante,
estável, capaz de ser feliz.



A vivência de relações que confiram um sentimento de segurança ajuda a
criança e, mais tarde, o adolescente a manifestar comportamentos sociais
mais positivos. Percebe-se, assim, como é essencial refletir sobre as atitudes pedagógicas que enformam os gestos de todos os dias.

Autoritarismo
As crianças e os jovens necessitam que o educador atue com autoridade.
Esta é, aliás, uma condição fundamental para que o processo de crescimento decorra com sucesso. É importante, porém, não esquecer que um comportamento exageradamente
inflexível se pode transformar em autoritarismo. Uma atitude prepotente, repressiva, provoca um maior distanciamento afetivo em relação à criança, deixando-a desconfiada e insegura. Em muitos destes casos, os pais recorrem com frequência à
ameaça, podendo mesmo provocar no educando desobediência e revolta.

Permissivismo
No extremo oposto ao comportamento anterior está o permissivismo, atitude
não menos prejudicial à educação do que a anterior. Sem a interiorização da necessidade de respeitar determinadas regras, na ausência de um ambiente estruturado ao seu redor, a criança poderá desenvolver comportamentos violentos
e gerar diversos problemas na escola.

Inconsistência
Os filhos tendem a imitar o exemplo do educador. Se a incoerência marcar
a relação, a criança vai sentir-se naturalmente confusa, estando mais sujeita ao aparecimento de atitudes de indisciplina e de desinteresse escolar.

Assertividade
Caracteriza o educador que respeita e é respeitado, que dá liberdade de ação à criança, mas que lhe exige responsabilidade, que castiga com adequação quando é necessário,
mas não se vinga.

Auto-conceito e auto-estima
O modo como o indivíduo se vê a si próprio (auto-conceito), e o modo como se avalia a si mesmo (auto-estima) têm uma enorme influência no desenvolvimento pessoal e no rendimento escolar.
Na verdade, se a criança tiver uma má imagem de si própria, baixa as
expectativas e a confiança que deposita em si, podendo sofrer de ansiedade
e insatisfação.
Algumas das atitudes a seguir apresentadas permitem incentivar o seu
filho a reforçar a auto-estima e a ser mais feliz:

• ajude-o a transformar os pensamentos negativos em afirmações
positivas, através de um diálogo interno. Eu sou capaz. Eu acredito nas minhas capacidades;
• mantenha o sorriso e o olhar;
• escute-o atentamente;
• elogie-o com sinceridade;
• use construtivamente o humor.

(a continuar)

José Matias Alves
Faculdade de Educação e Psicologia da UCP